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Paulo, apóstolo de Cristo pela vontade de Deus


Cesar Lima | 25 janeiro, 2012

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Leitura: II Tm 1, 6-14

Irmãos e irmãs pela graça de Deus!

Celebramos nesta semana a festa da conversão de São Paulo, o apóstolo das nações, padroeiro da nossa cidade. Os escritos e o testemunho de Paulo se constituem numa riqueza muito grande para a história e crescimento do cristianismo no mundo.

Pintura de São Paulo do séc. IV, das catacumbas romanas

É difícil escolher um texto para falar de Paulo. Tudo é profundo, tudo nasce de uma experiência autêntica de conversão, tudo fala de Deus, tudo fala da vida.

Para esta semana partilho com você uma leitura de Paulo como o animador de discípulos (Timóteo) e o homem movido pelo Espírito de Deus.

Na segunda carta a Timóteo, Paulo faz uma exortação muito fraterna e de encorajamento ao amigo diante das dificuldades de anunciar o Evangelho e de perseverar em meio às dificuldades: “reaviva o carisma (graça, missão) que Deus te concedeu” (v. 6). Esta deve ser a frase de exortação de irmão para irmão nesta semana. Diga isso para alguém. Lembre a todas as pessoas que o Espírito de Deus não está preso. Ele sopra onde quer e entra em todo espaço (coração) que se abre para recebê-Lo.

É importante iniciar a caminhada de evangelização com a certeza de que ninguém caminha sozinho e sentir que há sempre alguém nos apoiando como fez Paulo com Timóteo.

1. DE ONDE VEM A NOSSA FORÇA?
Depois do extraordinário chamado no caminho de Damasco e da forte experiência em sua realidade pessoal e na vida da comunidade ele não teve mais dúvida. Tornou-se um homem do Espírito – O Espírito é dado por Deus (1 Ts 4, 8) envia (cf. Gl 4, 6), concede (Gl 3, 5) derrama a vida nova em nós (Rm 5, 5). Em cada batizado mora o Espírito (Rm 8, 9). Em todos os seus escritos Paulo deixa transparecer que há uma força que move o seu viver, que torna os problemas da vida insignificantes e pequenos diante do poder de Deus. Para ele viver é Cristo.

A vida no Espírito, para Paulo, é uma vocação radical e uma missão histórica a realizar, que envolve cada pessoa e toda a Igreja. No “Ai de mim se eu não evangelizar” (I Cor 9, 16) encerra-se um compromisso e uma responsabilidade por algo que o arrebatou. Paulo de certa forma está dizendo que é inconcebível para alguém que vive sob a força do Espírito Santo não fazer-se discípulo missionário do Evangelho.

2. QUE ESPÍRITO É ESSE QUE RECEBEMOS E QUE NOS FAZ VIVER ASSIM?
Não é um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação (v. 7).

Paulo gerou novas comunidades, células primeiras de uma única Igreja nascida do coração de Jesus, porque soube entrar numa lógica diferente. Esta lógica não é compreensível somente com a sabedoria humana, mas com a mente do homem espiritual, que não é uma pessoa desencarnada ou fora da história, pelo contrário, é alguém que vive no mundo, aceitando a lógica de Deus, implantando a visão de Cristo.

Deus continua no chamando todos à conversão, como chamou Paulo. A Igreja precisa de gente como Paulo, entregue ao Espírito e corajosa na missão. O Espírito do Senhor continua soprando ventos de encorajamento, ventos de força, amor e moderação. Deixemo-nos guiar pelo Espírito de Deus, o único que pode fazer novas todas as coisas, também o coração e o modo de ser Igreja, o nosso jeito de propor o Evangelho aos distantes, aos que pensam diferente de nós.

Enfim, que a graça de Deus esteja com você.

PARA REFLETIR:

1. Como você se sente em relação à experiência do Espírito que Paulo deixa transparecer?
2. O que podemos fazer como células de evangelização?
3. Escolha uma ideia para gravar no coração e passar adiante nesta semana.

Por Pe. Juarez Dalan – Paróquia São Benedito

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